
O mercado brasileiro de suplementos alimentares vive um momento de expansão consistente: as projeções apontam crescimento de cerca de 9,5% ao ano até 2030, com o segmento de proteínas e aminoácidos — que inclui whey protein e afins — liderando esse avanço, com expectativa de alta ainda maior, de 13,7% ao ano no mesmo período.
Uma mudança de perfil no que o brasileiro busca
A lista dos suplementos mais procurados no país em 2026 mostra um padrão interessante: probióticos e simbióticos, vitamina D (frequentemente associada à vitamina K2), creatina, magnésio, ômega-3 e peptídeos de colágeno aparecem entre os mais buscados. O ponto em comum entre eles é revelador — são nutrientes difíceis de obter em quantidade eficaz só pela alimentação do dia a dia, diferente de vitaminas mais comuns em frutas e verduras. É por isso que a suplementação desses itens específicos vem ganhando espaço mesmo entre quem já tem uma dieta equilibrada.
Por que o mercado cresce tão rápido
Em 2024, o mercado brasileiro de suplementos já movimentava cerca de US$ 4,62 bilhões, e segue crescendo num ritmo que supera boa parte de outros setores de consumo. O consumidor brasileiro de suplemento hoje é mais informado do que há uma década, com acesso a mais canais de venda — farmácias, lojas especializadas, e-commerce — e cada vez mais influenciado por recomendação de profissionais de educação física e nutrição, não apenas por publicidade genérica.
O que a ciência realmente sustenta
Vale destacar que nem todo suplemento tem o mesmo nível de evidência científica por trás. Creatina monohidratada é um dos suplementos mais estudados do mundo, com evidência sólida de ganho de força, massa muscular e desempenho em treino intenso — além de indícios recentes de benefício cognitivo em adultos mais velhos. Colágeno tem evidência moderada para hidratação e elasticidade da pele, além de possível ajuda na dor articular da osteoartrite de joelho. Magnésio é cofator em centenas de reações no organismo, e sua suplementação costuma ajudar quem tem deficiência do mineral, com efeito relatado sobre qualidade do sono e ansiedade leve.
O que considerar antes de suplementar
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia reforça um ponto importante: suplementação deve ser individualizada e, idealmente, orientada por um profissional habilitado — nutricionista ou médico. Nem todo mundo precisa de todos esses suplementos ao mesmo tempo, e o excesso de alguns nutrientes também pode causar efeitos indesejados. O ideal é usar exame de sangue e avaliação profissional pra saber, de fato, onde estão as deficiências reais antes de montar um protocolo de suplementação.
O que observar
Vale acompanhar se essa tendência de crescimento do segmento de proteínas se mantém firme nos próximos anos, e como a fiscalização sanitária brasileira reage ao aumento de produtos importados e formulações mais concentradas chegando ao mercado nacional. Este conteúdo é informativo, não constitui recomendação médica individual — consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação.