
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta terça-feira uma campanha voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adultos na cidade. A iniciativa busca identificar e corrigir lacunas no calendário vacinal, num esforço que ganha ainda mais relevância diante da queda de cobertura vacinal observada em diversas regiões do Brasil nos últimos anos.
A cobertura vacinal infantil no país vem enfrentando um cenário preocupante desde a pandemia de Covid-19: doenças que já estavam praticamente erradicadas, como sarampo e coqueluche, voltaram a preocupar autoridades sanitárias justamente por causa da queda na proporção de crianças com o esquema vacinal completo. Campanhas como a lançada pelo Rio buscam reverter essa tendência, facilitando o acesso da população às unidades de saúde para regularizar doses em atraso.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que pais e responsáveis levem a caderneta de vacinação física ou consultem o histórico digital de imunização — disponível em aplicativos e portais da própria secretaria — para verificar quais doses estão pendentes. Postos de saúde da rede municipal devem reforçar o atendimento durante o período da campanha, com equipes preparadas para orientar sobre o calendário vacinal completo, tanto infantil quanto de adultos e idosos, já que muitas vacinas recomendadas para faixas etárias mais avançadas também costumam ficar esquecidas.
Entre as vacinas mais frequentemente atrasadas estão as de reforço, aplicadas em idades específicas ao longo da infância e adolescência, além de imunizantes recomendados para adultos, como o da hepatite B, febre amarela e, mais recentemente, as campanhas específicas contra dengue e influenza sazonal, que reforçam a importância de manter o calendário vacinal sempre atualizado, independente da idade.
A campanha do Rio se soma a esforços semelhantes que vêm sendo adotados por outras capitais e pelo próprio Ministério da Saúde ao longo do ano, numa tentativa nacional de recuperar os índices de cobertura vacinal que existiam antes da pandemia. Autoridades sanitárias reforçam que a vacinação em dia não protege apenas quem recebe a dose, mas contribui para a chamada imunidade coletiva — reduzindo a circulação de doenças que podem ser graves justamente para os grupos mais vulneráveis, como bebês, idosos e pessoas imunossuprimidas.
Para os moradores da cidade do Rio de Janeiro, a recomendação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima o quanto antes para verificar a situação vacinal de toda a família. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que a campanha ajude a reverter, ainda que gradualmente, a tendência de queda na cobertura vacinal registrada nos últimos anos — um esforço que depende tanto da oferta de doses pela rede pública quanto da adesão ativa da população ao calendário recomendado.